domingo, 30 de junho de 2013

Parada Gay de Campinas reúne 13 mil pessoas

A 13ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) em Campinas (SP) reuniu cerca de 13 mil pessoas, segundo informações da Polícia Militar, e foi pacífica. Não houve depredações ou saques às lojas no Centro da cidade, como ocorreu em outras manifestações nas últimas semanas. Com o tema "Por baixo da pele somos todos iguais", a manifestação atraiu também crianças, famílias, e grupos de jovens.
A estudante Elen Amaral, de 23 anos, afirmou que participava da Parada Gay pelo teor político do evento e contra a "cura gay", referindo-se ao polêmico projeto de lei do deputado Marco Feliciano (PSC) que se aprovado permitirá aos profissionais de saúde participarem de terapias para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença. "A Parada Gay é um manifesto, que reúne diferentes classes, para se divertir e também protestar. Temos que divulgar a homossexualidade, mostrar como forma natural", disse Elen.
O desfile começou às 14h30, com concentração em três diferentes locais desde às 10 horas: Avenida Campos Sales, Rua José Paulino e Largo do Rosário. Segundo os organizadores do evento, ano passado cerca de 120 mil pessoas participaram da Parada Gay de Campinas, que este ano teve três trios elétricos. Com o evento, o trânsito da região central foi desviado e 42 agentes de mobilidade foram deslocados para o local. A concentração final ocorrerá no largo do Rosário, onde haverá apresentações musicais com DJs, música ao vivo e shows de drag queens até as 22 horas. 



Parada Gay de NY comemora decisão do Supremo

Quatro dias após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado a controversa lei federal que garante benefícios federais para o casal de mesmo sexo, Edith Windsor, a viúva de 84 anos que originou esta decisão judicial, ajudou a conduzir o desfile da Parada Gay pela Quinta Avenida, em Nova York e foi saudada por milhares de participantes do manifesto.
"Se alguém tivesse me dito há 15 anos que eu estaria aqui participando desta marcha em 2013 aos 84 anos, eu não acreditaria", afirmou Windsor.
O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, se juntou aos centenas de ciclistas na celebração, uma passeata colorida que seguiu pela Quinta Avenida. O evento ocorre na cidade há 44 anos.
"Ano passado, dancei durante todo o desfile", disse Windsor recordando a passeata de 2012 que celebrou o primeiro aniversário da legalização do casamento gay no estado de Nova York.



Violência anti-gay fez pelo menos 310 mortos em 2012

A violência anti-gay atingiu 4.851 pessoas no Brasil em 2012 e provocou pelo menos 310 mortos, de acordo com um relatório oficial divulgado esta semana.
"Apesar de muitos casos não serem denunciados, as estatísticas traduzem um quadro sério de violência homofóbica no Brasil: 13,2 pessoas foram em cada dia de 2012 vítimas de violência homofóbica (que teve como alvo gays, lésbicas, travestis e transexuais)", refere o relatório, citado pela AFP.
O número de casos registados cresceu 166% em relação a 2011, por efeito da melhoria dos canais de denúncia, mas também em consequência do agravamento da situação.
A divulgação do relatório alimentou ainda mais as críticas à chamada "cura gay", o tratamento psicológico da homossexualidade aprovado por uma comissão de direitos humanos no Congresso brasileiro, liderada pelo pastor evangélico Marco Feliciano.
Feliciano tem sido alvo de fortes críticas por parte de defensores dos direitos gay e de ativistas dos direitos humanos, por causa dos seus comentários homofóbicos e raciais.
"Perante estes factos e a violência conhecida, não podemos dizer que este país não está a praticar a homofobia", afirmou Janaina Oliveira, vice-presidente do do movimento LGBT (lésbias, gays, bissexuais e transexuais) brasileiro, citada pela AFP.



Califórnia voltou a celebrar casamentos gay

Tribunal de São Francisco inviabilizou a Proposition 8 que proibia o casamento de casais do mesmo sexo depois de decisão do Supremo.

A realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo foi retomada na Califórnia, pouco depois de um tribunal de recursos da cidade de São Francisco ter decidido levantar a proibição de casamento gay estabelecida através de um referendo realizado em 2008.
O regulamento, que ficou conhecido pela designação eleitoral Proposition 8, foi inviabilizado na sequência da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que, na quarta-feira, ratificou a sentença proferida por um tribunal inferior revogando a proibição do casamento gay.
O Supremo considerou improcedente o recurso para a anulação dessa decisão judicial, argumentando que os requerentes não conseguiram demonstrar que os seus direitos seriam prejudicados com a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Os juízes do tribunal de Recursos do 9.º Círculo determinaram a “dissolução imediata” da aplicação da lei votada em referendo. Pouco depois, os dois casais que apresentaram o recurso que chegou até ao Supremo casaram em São Francisco e em Los Angeles.
“Esperaram e lutaram por este momento durante muito tempo”, comentou a procuradora-geral da Califórnia, Kamala Harris, que celebrou o casamento de Kris Perry e Sandy Stier em São Francisco, declarando-as “cônjuge e cônjuge”.
A coligação de organizações religiosas que apresentou a Proposition 8 reagiu à decisão classificando-a como “uma desgraça para a Califórnia”.


Festival internacional traz ao Rio filmes com temática gay

Começa no próximo dia 4 de julho, no Cine Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, a edição 2013 do Rio Festival Gay de Cinema. O evento se estenderá até o dia 14, com exibições no Cine Odeon Petrobras e no Instituto Cervantes, além do Cine Justiça.
3º Rio Festival Gay de Cinema mostrará ao público oito longas-metragens e 43 curtas do Brasil e do exterior. O festival é focado na exibição de filmes que abordam a temática e os gêneros homossexuais, disse à Agência Brasilo  diretor e curador do evento, Alexander Vinicius de Mello. “O público é bem diverso”, destacou. A estimativa é que 4,4 mil pessoas participem de todas as atividades do festival.
Mello acredita que esse tipo de mostra contribui para reduzir o preconceito e ampliar a compreensão  e a aceitação das pessoas em relação aos homossexuais.  “Acho que isso é visível não só na proposta do festival, mas também dos filmes que são exibidos. Eles trazem mensagens positivas de amizade, de tolerância. E, de alguma forma, o festival apoia essa ideia por meio da exibição desses filmes, de debates que ocorrerão durante o evento”.
O curador destacou que a participação do público será fundamental no processo, na medida em que ele poderá escolher os melhores filmes e aqueles que passarão essa mensagem de forma mais positiva.
A premiação dos curtas-metragens conta com apoio do Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura. O melhor filme de animação ganhará a finalização no formato digital. Os melhores longas receberão o troféu do festival. O júri técnico inclui, entre seus membros, o cineasta Pavel Cortés, diretor do Prêmio Maguey do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México.  
Mais de 70% das películas vão estrear no Rio Festival Gay de Cinema. No dia 5  de julho, está prevista no Cine Odeon Petrobras  a première (primeira exibição) do longa One Zero One, cujo diretor e produtor, o alemão Tim Lienhard, participará de todo o festival. Five Dances, do diretor Alan Brown, dos Estados Unidos; Graupel Poetry, de Bruce X. Saxway, de Hong Kong; Mapa para Conversar, de Constanza Fernández, do Chile; e A Volta da Pauliceia Desvairada, de Lufe Steffen, do Brasil, estão na série de  longas programados.
Os curtas que concorrem no festival representam o Brasil, os Estados Unidos, a Alemanha, Austrália, o Canadá, Israel, a Suíça, Suécia, Espanha, o Chile, Reino Unido e a Eslovênia.  
Desde a sua primeira edição, em 2011, o Rio Festival Gay de Cinema  apresentou 18 longas-metragens, 78 curtas, 74 estreias e 119 filmes inscritos na competição. Foram mais de 100 horas de exibição, com 37 filmes brasileiros - nove do Rio de Janeiro e 28 de outros estados - e 32 de outros países. O evento atraiu, nas edições anteriores, um público total em torno de 7 mil  pessoas, de acordo com informação da curadoria.
A programação completa está disponível no site do evento. 


Casamento gay regressa à Califórnia

Após um hiato de 5 anos, a Califórnia voltou a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em São Francisco, um casal de lésbicas foi o primeiro a aproveitar o levantamento da suspensão provisória do matrimónio ‘gay’ decretado por um tribunal de recurso.
A cerimónia foi como tantas outras. No final, em vez de marido e mulher, Kristin Perry e Sandra Stier foram declaradas cônjuges. O casal, junto desde 1997, esteve na frente da luta pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O levantamento da suspensão surge depois do Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter, na quarta-feira, considerado “inconstitucional” a Proposta 8, que interditou o casamento homossexual na Califórnia em 2008, pouco meses depois deste ter sido autorizado.



Suprema Corte rejeita recurso dos opositores ao casamento gay

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou neste domingo um recurso de emergência apresentado por uma organização hostil ao casamento entre pessoas de mesmo sexo com o objetivo de proibir a união gay na Califórnia, informou o jornal Los Angeles Times.
Na sexta-feira, um tribunal federal havia levantado, com efeito imediato, a suspensão temporária da celebração de casamentos entre homossexuais na Califórnia - uma decisão que acompanhou a Suprema Corte dos Estados Unidos, que, na quarta-feira, decidiu contra os opositores ao casamento gay.
Uma organização americana que se opõe ao casamento entre gays anunciou no sábado que havia apresentado um recurso ante a Suprema Corte para restabelecer a proibição contra essas uniões na Califórnia.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou na quarta-feira quarta-feira uma controversa lei federal que definia o casamento como a união entre um homem e uma mulher, garantindo assim benefícios federais para o casal e abrindo caminho para a união gay na Califórnia.
Na decisão tomada, o Tribunal considerou inconstitucional a 'Defense of Marriage Act' (DOMA, Lei de Defesa do Casamento), que negava aos casais do mesmo sexo nos Estados Unidos os mesmos direitos e benefícios garantidos aos casais heterossexuais.



Opositores do casamento gay pedem ao Supremo que suspenda cerimónias

Organizações contestam a realização de casamentos em São Francisco e Los Angeles logo a seguir à decisão judicial não dando tempo para um novo recurso.

Depois de na quarta-feira o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter revogado a proibição do casamento gay na Califórnia, permitindo a um tribunal federal levantar a suspensão temporária na sexta-feira, os primeiros casamentos começaram a ser celebrados logo nesse dia em São Francisco e Los Angeles.
No sábado, organizações que militam a favor da interdição do casamento gay anunciaram ter interposto um pedido junto do Supremo Tribunal para que suspenda de imediato esses casamentos.
A ProtectMarriage.com ou a Alliance Defending Freedom, entre outras, tinham reagido ao levantamento da proibição como “uma desgraça para a Califórnia”. Agora dizem que a realização dos casamentos foi precipitada e que, após a decisão do Supremo, um período de 25 dias, prazo previsto para a entrega de um eventual recurso, devia ter sido respeitado.  
Especialistas em questões de Direito ouvidos pela AP prevêem que esta moção não tenha efeito, uma vez que os tribunais federais, como o tribunal de recurso do 9.º círculo de São Francisco que determinou a “dissolução imediata” da proibição dos casamentos, tem autonomia de decisão sobre a aplicação das ordens.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Grupo protesta contra a ‘cura gay’ e pede, em carta, a retirada do projeto

Pelo menos 300 pessoas participaram da passeata no Centro de Campinas.
Documento com reivindicações foi entregue a vereador tucano no Fórum.


Com bandeiras nas cores do movimento pelos diretos dos homossexuais, e acompanhado por uma tropa de 45 policiais militares, um grupo de 300 manifestantes marchou em passeata pelo Centro de Campinas (SP) na noite desta quinta-feira (27). Os ativistas reivindicavam, entre outras coisas, o arquivamento do projeto de lei conhecido como “cura gay” no Congresso Nacional.
Após um trajeto de aproximadamente trinta minutos pelas principais ruas do Centro, os manifestantes encerraram o percurso no Palácio da Justiça. No local uma carta com o pedido de retirada do projeto foi entregue ao vereador do PSDB Marcos Bernardelli, já que o autor da polêmica lei que autoriza tratamentos para reverter a homossexualidade é o também tucano João Campos.
“Eu sou totalmente contra [o projeto]. Vou entregar esta carta amanhã [sexta] ao deputado Carlos Sampaio, mas o PSDB já se manifestou pedindo a máxima urgência no encaminhamento do projeto ao plenário e todos os deputados se comprometeram a votar pelo arquivamento”, disse o vereador, que tentou, sem sucesso, interagir com o grupo por meio de um megafone. Alguns mais radicais insistiam nos gritos de palavras de ordem enquanto o parlamentar discursava.
Passeata reúne 300 pessoas em Campinas contra o projeto de lei da cura gay (Foto: Lana Torres / G1)Passeata reúne 300 pessoas em Campinas contra o projeto de lei da cura gay (Foto: Lana Torres / G1)
Deputado Feliciano
Durante a passeata, o grupo gritava palavras de ordem tendo como principal alvo o deputado Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que deu parecer favorável ao projeto no dia 18 de junho. “Até o Papa renunciou. Feliciano, sua hora já chegou”, gritavam os ativistas. O grupo também pedia maior rigor com relação à homofobia. “Que contradição, vinagre é crime e homofobia não!”, gritavam em ironia sobre a repressão ao uso do vinagre em manifestações.
“Eu vim para a rua porque sou gay e esta é uma forma de mostrar minha insatisfação com o projeto”, disse a assistente contábil Mariana Ruiz, de 25 anos. Para a professora universitária Aryane Bueno Gonçalves, o projeto deveria ser motivo de vergonha para todos os brasileiros “É ridículo! É uma vergonha para o Brasil diante do mundo todo. Mas estou confiante que o projeto será retirado porque é um pedido do país inteiro”, falou.
O Vereador Marcos Bernardelli, do PSDB de Campinas, durante passeata contra o projeto de lei da cura gay (Foto: Lana Torres / G1)O Vereador Marcos Bernardelli, do PSDB, recebeu
carta dos manifestantes (Foto: Lana Torres / G1)
48 horas
Uma das lideranças do movimento o professor Rodrigo Braga Couto Rosa explicou que o grupo agora deu um prazo de 48 horas para que os parlamentares do PSDB se posicionem com relação às solicitações que incluem, ainda, a substituição do deputado João Campos na vaga do partido na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
O retorno do partido, segundo Rosa, será divulgado publicamente durante a 13ª Parada do Orgulho LGBT que será realizada neste domingo e tem expectativa de reunir 100 mil pessoas no Centro.


Lady Gaga participará da Parada do Orgulho Gay de Nova York

A diva pop Lady Gaga fará nesta sexta-feira em Nova York sua primeira grande aparição pública desde o final de fevereiro, quando se afastou dos palcos para ser submetida a uma operação de quadril, para apoiar a causa homossexual e participar da Parada do Orgulho Gay, informou a imprensa local.
Após ter sido submetida a uma cirurgia de quadril e ter sido vista em uma cadeira de rodas de ouro, a cantora de "Pôquer Face" e "Born This Way" reaparecerá aos fãs em pleno Hudson River Park, onde a festividade será iniciada nesta noite com as atuações de Pamm Ann e Vicci Martínez.
Embora não esteja escalada para se apresentar no evento, a diva pop pronunciará o discurso inaugural do evento, já que a cantora sempre demonstrou seu apoio à comunidade LGBT, que, por sinal, representa grande parte de seus fãs, os chamados "little monsters".
Apesar de ter reduzido suas atividades públicas durante seus meses de convalescença - com o cancelamento da turnê "Born This Way Ball" em fevereiro -, Lady Gaga usou as redes sociais para apoiar a vitória legal de Edith Widsor contra a Lei de Defesa do Casamento (DOMA), pela qual os casamentos homossexuais alcançaram a igualdade perante as leis federais.
"Tanta luta durante tanto tempo. Estamos orgulhosos, o preconceito é agora a minoria", escreveu a cantora a seus mais de 38 milhões de seguidores do Twitter.
Embora já tenha sido dama de honra no casamento de uma amiga e tenha aparecido no show do trompetista de jazz Brian Newman, esta seria a primeira aparição pública de Gaga. Segundo rumores da imprensa local, a diva pop poderia voltar a cantar já no próximo dia 3 de agosto, quando deverá participar do show de Beyoncé no Barclays Center do Brooklyn.
Já a Parada do Orgulho Gay de Nova York encerrará sua programação no próximo domingo com um desfile e um show de outro ídolo gay, a veterana cantora Cher. EFE


Ativistas fazem protesto contra o projeto de 'cura gay', em Goiânia

Grupo se concentrou em frente ao diretório estadual do PSDB de Goiás.
Alvo da manifestação é o deputado tucano João Campos, autor da proposta.


Ativistas protestam nesta sexta-feira (28), em Goiânia, contra o projeto apelidado de "cura gay". A proposta apresentada pelo deputado federal João Campos (PSDB-GO) e aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília, permite aos psicólogos promover tratamento orientado à questão da homossexualidade.

Cerca de 40 manifestantes ficaram concentrados em frente ao diretório regional do PSDB, no Setor Sul. De lá, eles pretendiam sair em passeata até a porta de uma igreja evangélica na Vila Nova, onde João Campos é pastor evangélico.
"Não somos doentes, somos gente que quer políticas públicas que atendem nossos interesses", diz Edson Santana, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti e Transexual (LGBT).
G1 tentou contato com o deputado João Campos, mas ele não atendeu as ligações.
PEC 37
A "cura gay' não é a única proposta defendida por João Campos e atacada pelos manifestantes em todo o Brasil. O deputado goiano é um dos nove parlamentares que votaram a favor da PEC 37, rejeitada pelo Congresso nesta semana.

"Não é verdade que a PEC 37 tirava do Ministério Público a atribuição de realizar investigação criminal. Essa foi uma jogada de marketing passada para a sociedade brasileira e a sociedade, por falta de outras informações, absorveu", disse João Campos em entrevista à TV Anhanguera na última quarta-feira (26).
Questionado se a posição em relação à PEC tem a ver com a profissão de delegado, ele respondeu: "Ainda que não fosse delegado, a minha posição tem a ver com a minha consciência jurídica, com meu conhecimento jurídico, com a minha compreensão jurídica, inclusive do ponto de vista constitucional dentro dessa matéria".
O deputado diz que a PEC está agora nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). "Na medida em que o Congresso não deliberou, apenas rejeitou, quem vai decidir essa questão é o Supremo", afirmou João Campos.
Pressionados por manifestantes, os deputados federais derrubaram, na noite de terça-feira (25), a proposta de emenda à Constituição (PEC) 37, que pretendia tornar a função de investigar exclusiva das polícias. Foram 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.

231 casamentos gays foram feitos após decisão do CNJ, diz associação

Resolução obrigou cartórios a fazer uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Dados foram coletados em 220 cartórios de 22 capitais, disse Arpen-Brasil.


Um mês após entrar em vigor resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obrigou os cartórios a realizarem casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, foram realizados 231 uniões formais homoafetivas nos cartórios de registro civil de 22 capitais, conforme levantamento divulgado nesta quarta-feira (26) pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). A entidade diz representar 8 mil cartórios do país.
Número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo por capitais
São Paulo
43
Goiânia
22
Curitiba
18
Fortaleza
18
Rio de Janeiro
18
Belo Horizonte
17
Salvador
17
Campo Grande
16
Porto Alegre
15
Brasília
14
Belém
10
Florianópolis
7
Manaus
4
Vitória
4
Boa Vista
3
Cuiabá
2
Recife
2
Porto Velho
1
Palmas, Rio Branco, Maceió e Macapá não realizaram casamentos
Fonte: Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil)
A pesquisa se refere a casamentos realizados entre o dia 16 de maio, quando a resolução entrou em vigor, e 16 de junho em 220 cartórios das 22 cidades. Em 16 de maio, o CNJ determinou que os cartórios de todo o Brasil realizassem tanto a conversão da união estável  entre pessoas do mesmo sexo para o casamento quanto o casamento diretamente. 
A resolução foi tomada com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar a união estável homoafetiva. De acordo com o levantamento da associação, São Paulo foi a capital que mais registrou casamentos civis um mês após a resolução, com 43 celebrações.
A capital paulista realizava casamentos homoafetivos desde março, antes da resolução do CNJ, segundo a Arpen-Brasil. Em segundo lugar em número de celebrações está Goiânia, com 22, seguida por Curitiba (18), Fortaleza (18) e Rio de Janeiro (18).
De acordo com o levantamento,  Palmas (Tocantins), Rio Branco (Acre), Maceió (Alagoas) e Macapá (Amapá) não realizaram nenhum casamento gay entre 16 de maio e 16 de junho. A pesquisa não coletou dados em Natal (Rio Grande do Norte), Teresina (Piauí), São Luís (Maranhão), João Pessoa (Paraíba) e Aracaju (Sergipe).
Para o presidente da Arpen-Brasil, Ricardo Augusto de Leão, o número de casamentos homoafetivos tende a aumentar nos próximos meses. “A procura por estas celebrações vem crescendo na medida em que as pessoas vão vendo seus direitos serem garantidos e respeitados pela sociedade”, disse.
Mesmo antes da resolução do CNJ, alguns cartórios já realizavam casamentos homoafetivos, conforme a associação. De acordo com a Arpen-Brasil, nos estados de São Paulo, Bahia, Piauí, Paraná, Alagoas e Espírito Santo decisões das corregedorias locais permitiam as celebrações.
Em outros estados o procedimento dependia de autorização judicial, o que possibilitava que no mesmo estado um juiz de uma cidade autorizasse o casamento gay, enquanto o de outra cidade não.
União estável x casamento civil
Segundo Rogério Bacellar, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), união estável e casamento civil garantem os mesmos direitos sobre bens.
Nos dois casos, há um contrato assinado em cartório. A diferença é que, pela união estável, o cidadão continua solteiro no estado civil.
"Atualmente, se os direitos são estabelecidos no contrato, é a mesma coisa que um casamento. Se convenciona o que cada um tem dever, que os bens adquiridos antes e durante não comungam (se dividem) ou se todos os bens comungam."
Ao abrir uma conta bancária, por exemplo, um cidadão oficialmente solteiro, mesmo que tenha união estável, não precisa indicar os dados do companheiro. Já o casado, precisa.
"O casamento é uma união formal. É possível se estabelecer comunhão parcial, comunhão total ou separação parcial. Mas se houver um contrato, a união estável dá os mesmos direitos."



Procura por casamento entre homossexuais é baixa mesmo com lei

Primeira união civil no estado aconteceu em Araguaína.
Em Palmas, apenas um casal deu entrada em documentação.


Quarenta e quatro dias depois de publicada a resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo, nas três maiores cidades do Tocantins (Palmas, Araguaína e Gurupi), apenas um casal de homossexuais se casou. Outro deu entrada no processo de habilitação, mas ainda não fez o registro civil. 
A primeira união entre homossexuais celebrada no estado, depois de publicada a resolução, aconteceu no último dia 10 de junho. Os funcionários públicos Paulo Egídio Rosa Oliveira, de 32 anos, e Pedro Lima de Oliveira Rosa, 48 anos, se casaram no dia 10 de junho, em Araguaína, município localizado ao norte do estado, a 380km de Palmas.
Eles também foram o primeiro casal, no município de Araguaína, a fazer o registro da união estável em 2011, logo depois que o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por unanimidade, a equiparação da união estável homossexual à heterossexual.
Pedro Lima (dir.) e Paulo Egídio (esq.) na celebração do casamento (Foto: Jarlisson Carvalho/Arquivo Pessoal)Pedro Lima (dir.) e Paulo Egídio (esq.) na
celebração do casamento
(Foto: Jarlisson Carvalho/Arquivo Pessoal)
Pedro e Paulo já tinham procurado a Justiça para converter a união estável em casamento, quando tomaram conhecimento da resolução. Uma semana depois, eles foram ao cartório do município e deram entrada nos papéis para se casarem. Quinze dias depois, o processo estava pronto. Paulo disse que o processo aconteceu normalmente. "Todos nos trataram bem, não percebemos, sequer, um olhar estranho".
Paulo não se orgulha por ter sido o primeiro a se casar no estado, mas por ter os direitos reconhecidos. "Lutamos durante anos para ter os mesmos direitos de um casal heterossexual e agora me orgulho por isso. Estou feliz por ter o sobrenome do meu marido e um papel que comprova nossa união."
O outro casal que entrou com processo de habilitação para casamento, mas ainda não fez o registro civil, reside em Palmas. Em Gurupi, a 230 km de Palmas, até o momento, nenhum casal homoafetivo procurou o cartório de registro civil.
Segundo um levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), entidade representativa dos cartórios de Registro Civil, entre os dias 16 de maio e 16 de junho, 231 uniões homoafetivas foram celebradas em cartórios de 16 capitais brasileiras.
A capital de São Paulo registrou 43 casamentos civis, o maior número entre as capitais brasileiras pesquisadas, seguida de Goiânia, com 22 celebrações.



Casal homossexual oficializa união no Dia do Orgulho Gay em Piraju, SP

O Dia Internacional do Orgulho Gay, celebrado nesta sexta-feira (28), está sendo comemorado de uma forma especial por um casal de Piraju (SP). Alexandre Pontilha, estudante de 17 anos, e Giovanni Tiozzo, promotor de eventos de 22, vão realizar a primeira união homoafetiva da cidade. A celebração foi no cartório de notas e protestos da cidade, às 16h.
Em entrevista ao G1 Itapetininga e Região, Giovanni conta que a data comemorativa não é necessária para afirmar o orgulho de se casar com o noivo dele. “Para falar a verdade, eu nem sabia que hoje (sexta) era o Dia Internacional do Orgulho Gay. Mas é uma coincidência muito interessante, estou muito feliz por me casar no cartório com o Alexandre hoje”, afirma.
A data para a celebração no cartório é uma data comemorativa. Contudo, a data escolhida para a festa de casamento não fica atrás: a festa será realizada no dia 26 de fevereiro de 2014, dia do aniversário de 18 anos de Alexandre Pontilha.
Inicialmente, a data estava marcada para este sábado (29), porém algumas mudanças aconteceram e a data festa precisou ser alterada. “Nosso plano era se casar agora em junho, mês dos namorados, mas como ele veio morar comigo e nós tivemos alguns gastos fora do esperado, tivemos que mudar a data”, explica Tiozzo.
Ainda sobre o casamento, o noivo cita que estão preparando uma grande festa. A celebração será promovida em um salão de um hotel da cidade. “Por enquanto não temos uma quantidade certa de convidados, mas vamos ter uma boa média de amigos e familiares”, diz.
Já depois da festa, o casal segue rumo à Argentina, onde vão permanecer em lua de mel. “Um dia após o casamento nós vamos para Buenos Aires. Vamos ficar por volta de 15 dias passeando na cidade e depois voltamos para Piraju”, conta Tiozzo.
Questionados sobre planos futuros, o casal afirma que pretende formar uma família completa. Segundo Giovanni Tiozzo, um casal de filhos é o sonho que ambos pretendem realizar. “Queremos adotar um menino e uma menina. Queremos formar uma família, e ter crianças. Mas isso só daqui a dois ou três anos”, afirma.
Dificuldades e primeiro encontro
Alexandre Pontilha e Giovanni Tiozzo estão juntos há sete meses. Eles revela que enfrentaram grandes dificuldades para ficar juntos, sendo a aceitação da família do adolescente Pontilha uma das principais. Por ser menor de idade, ele precisou da autorização dos pais para se casar legalmente com o promotor de evento. “É difícil lutar contra. Mas agora eles aceitam e sabem que estamos felizes”, cita Tiozzo.
O casal ainda conta que se conheceu em uma praça da cidade, e que desde então não se separaram mais. Quando questionados sobre o pedido de casamento, Tiozzo revela que foi ele quem tomou a iniciativa. “Eu levei o Alexandre para o lugar onde nos conhecemos e disse que queria passar minha vida do lado dele. Ainda bem que ele aceitou”, brinca o jovem.
No dia em que os dois se preparam para oficializar a união, eles afirmam que o casamento é a concretização de um sonho. “Acima de tudo é preciso ter coragem para assumir nossa condição de homossexual. Estamos muito felizes e o casamento oficial é um sonho realizado”, conclui Tiozzo.
Casamento gay na região
Na região de Itapetininga (SP), este é o segundo caso de união homoafetiva que ficou conhecida. Em dezembro de 2012, um casal gay de Capão Bonito (SP) também casou oficialmente no cartório de notas do município. Em maio de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu a união estável entre homossexuais como unidade familiar.




Lady Gaga participará da Parada do Orgulho Gay de NY

A diva pop Lady Gaga fará nesta sexta-feira em Nova York sua primeira grande aparição pública desde o final de fevereiro, quando se afastou dos palcos para ser submetida a uma operação de quadril, para apoiar a causa homossexual e participar da Parada do Orgulho Gay, informou a imprensa local.
Após ter sido submetida a uma cirurgia de quadril e ter sido vista em uma cadeira de rodas de ouro, a cantora de Born This Way reaparecerá aos fãs em pleno Hudson River Park, onde a festividade será iniciada nesta noite com as atuações de Pamm Ann e Vicci Martínez.
Embora não esteja escalada para se apresentar no evento, a diva pop pronunciará o discurso inaugural do evento, já que a cantora sempre demonstrou seu apoio à comunidade LGBT, que, por sinal, representa grande parte de seus fãs, os chamados "little monsters".
Apesar de ter reduzido suas atividades públicas durante seus meses de convalescença - com o cancelamento da turnê Born This Way Ball em fevereiro -, Lady Gaga usou as redes sociais para apoiar a vitória legal de Edith Widsor contra a Lei de Defesa do Casamento (DOMA), pela qual os casamentos homossexuais alcançaram a igualdade perante as leis federais.
"Tanta luta durante tanto tempo. Estamos orgulhosos, o preconceito é agora a minoria", escreveu a cantora a seus mais de 38 milhões de seguidores do Twitter.
Embora já tenha sido dama de honra no casamento de uma amiga e tenha aparecido no show do trompetista de jazz Brian Newman, esta seria a primeira aparição pública de Gaga. Segundo rumores da imprensa local, a diva pop poderia voltar a cantar já no próximo dia 3 de agosto, quando deverá participar do show de Beyoncé no Barclays Center do Brooklyn.
Já a Parada do Orgulho Gay de Nova York encerrará sua programação no próximo domingo com um desfile e um show de outro ídolo gay, a veterana cantora Cher.



Concurso "Miss Gay" termina em pancadaria

O concurso "Miss Gay San Juan 2013", no Peru, teve um fim inesperado. Duas concorrentes entraram em confronto físico depois do júri se enganar no nome da vencedora. Veja o vídeo.
O concurso de beleza "Miss Gay San Juan 2013", em Tarapoto, Peru, ficou marcado pela luta entre duas concorrentes rivais.

Após a coroação, o júri apercebeu-se que se enganou no nome da vencedora. A retificação gerou uma confusão entre as candidatas que entraram em confronto físico.
O público ficou incrédulo com a briga e, segundo a imprensa local, foi preciso algum tempo para os seguranças separarem as concorrentes.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Gay Pride, la maschera di tolleranza di Israele

Oggi una grande parata per le strade della capitale israeliana celebra i venti anni di Gay Pride nel Paese. Eventi culturali, marce, feste sulla spiaggia di Tel Aviv e concerti saranno il filo conduttore del Mese dell'Orgoglio Omosessuale in Israele, ufficialmente iniziato il 31 maggio. Per l'occasione la città si colora con bandiere arcobaleno e addobba le vie principali, in attesa – secondo gli organizzatori – di oltre 20mila visitatori stranieri che parteciperanno ai vari eventi insieme ai gay e alle lesbiche israeliani. Lo scorso anno, secondo i dati finali della manifestazione, hanno preso parte alle celebrazioni circa 100mila persone.
Alla parata di oggi, oltre alla modella Bar Rafaeli che aprirà la festa in spiaggia, parteciperanno anche personaggi politici di rilievo, dal sindaco di Tel Aviv Ron Huldai ai ministri Lapid e Livni, oltre ai leader dei partiti di opposizione, Yacimovich e Gal-On. Il Gay Pride in Israele ha un significato molto diverso da quelli che si svolgono in Europa o Stati Uniti: il Comune di Tel Aviv ha investito 590mila shekel (circa 120mila euro) nella manifestazione e altri 225 mila andranno a favore di una campagna di marketing diretta ai turisti gay. «La Parata dell'Orgoglio è diventata uno dei simboli della città – ha detto il sindaco Huldai – Decine di migliaia di israeliani e turisti da Israele e da tutto il mondo prendono parte alla manifestazione ogni anno. Credo che Tel Aviv, città della tolleranza, sarà faro e bussola per altre città del Paese».
Da tempo Tel Aviv ha scelto la tolleranza verso gli omosessuali come propria bandiera, simbolo dell'apertura e dell'assenza di discriminazioni nella società israeliana: l'obiettivo delle autorità è mostrare il Paese come l'unica vera democrazia in Medio Oriente, l'unica in grado di differenziarsi dall'omofobia e la repressione dei vicini arabi. La realtà dei fatti è ben diversa. Lo chiamano “pinkwashing”: un sistema di propaganda volto a ripulire l'immagine dello Stato di Israele agli occhi dell'intera comunità internazionale, un'immagine generalmente associata a guerre, occupazione dei Territori Palestinesi, colonie, Muri, checkpoint militari e repressione della minoranza araba. Come? Attraverso una cultura di uguaglianza e tolleranza verso gay, lesbiche, bisessuali e transgender (LGBT).
«Si tratta di un uso cinico dei diritti degli omosessuali per distrarre l'attenzione dalle continue violazioni dei diritti umani che Israele compie contro il popolo palestinese e per normalizzare il sistema coloniale e di apartheid che Tel Aviv ha creato sul terreno». A parlare è l'associazione Al Qaws, organizzazione di queer palestinesi impegnata all'interno della comunità omosessuale in Palestina e in Israele. Da anni lavora per sostenere gay e lesbiche palestinesi sia individualmente che come collettività, attraverso azioni volte a portare all'interno di una società tradizionalista un tema tanto importante. 
Sono numerosi i gruppi sorti all'interno della società palestinese e dedicati al tema, gruppi spesso gemellati con i loro omonimi israeliani, impegnati a smascherare le reali intenzioni del governo israeliano. Come Pinkwashing Israel, movimento web che raccoglie attivisti di tutto il mondo, o Palestinian Queers for Boycott, Divestment and Sanctions (PQBDS), o ancora Israeli Queers Against Israeli Apartheid. «Chiamiamo pinkwashing tutta quella serie di pratiche volte a nascondere le violazioni israeliane dietro una facciata di progressismo e uguaglianza – proseguono gli attivisti di Al Qaws – Il loro obiettivo è isolare omosessuali e bisessuali da altre identità sessuali e farsi paladini dei loro diritti, mentre proseguono indisturbati l'occupazione brutale del popolo palestinese. Un esempio: da una parte Israele mostra tolleranza e apertura verso il mondo gay, dall'altra impedisce per legge il ricongiungimento familiare di una coppia palestinese se uno dei coniugi vive in Cisgiordania. O ancora non permette all'interno dei suoi confini un matrimonio tra un ebreo e un non ebreo, ma solo tra due ebrei: in caso contrario, ci si deve sposare all'estero. Si tratta di razzismo, che non ha nulla a che vedere con il rispetto dei diritti dei gay: Israele non sta promuovendo i diritti degli omosessuali, ma anzi li usa per giustificare un'occupazione militare, politica, economica e culturale».
Impegnati nella campagna di promozione di Israele come patria gay, ci sono i vertici politici: il governo israeliano, associazioni sponsorizzate dall'esecutivo e organizzazioni internazionali.«Tutti lavorano per mettere a confronto la tolleranza israeliana con quella che dipingono come la barbara omofobia palestinese e araba. E' vero, l'omofobia esiste nella società palestinese, così come in altre parti del mondo. Siamo noi, etero, gay e lesbiche palestinesi, insieme alla società civile, a dover lavorare per cancellare tale fenomeno, per portare la questione sul tavolo e promuovere i nostri diritti sessuali, e non il governo israeliano o il suo Ministero degli Esteri. Non ci devono usare per fare propaganda. Anche perché se fosse vero che Tel Aviv intende aiutare, come dice, i gay e le lesbiche palestinesi, allora ci apra le porte. Questo non accade: se vivi in Cisgiordania, non sarai accolto dal tollerante Israele».
La questione è arrivata fin sul tavolo del World Social Forum di Porto Alegre del 2012: l'assemblea ha emesso una dichiarazione ufficiale con la quale condanna la pratica del pinkwashing, intesa come strumento per distogliere l'attenzione dalle violazioni dei diritti del popolo palestinese e dall'occupazione e il regime di apartheid instaurato in tutta la Palestina storica. Uno degli strumenti di resistenza scelti dalla comunità LGBT palestinese è il BDS, la campagna globale di boicottaggio contro lo Stato di Israele, iniziata nel 2005 su ispirazione del movimento di boicottaggio del regime sudafricano di apartheid negli anni Ottanta e Novanta. Il mondo si mobilitò, avviando una serie di iniziative di boicottaggio economico, culturale e accademico delle imprese, le università e gli istituti sudafricani, fino al crollo del regime di apartheid.
Stesso l'obiettivo della campagna BDS, che ha come target lo Stato di Israele. Tra le organizzazioni internazionali e locali impegnate nel movimento, c'e' la Palestinian Queers for BDS. Parliamo della loro attività con una delle fondatrici, H. F. Ha chiesto di restare anonima, come fa da quando lavora come coordinatrice della campagna, per evitare ripercussioni. «Abbiamo iniziato a lavorare nel 2009, anche se la prima campagna vera e propria risale al 2010. Più che un'organizzazione, la nostra è un collettivo di attivisti e volontari. L'idea è nata dalla volontà di fondere il lavoro di Al Qaws, da cui molti di noi provenivano, con la campagna BDS nell'obiettivo di combattere la pratica del pinkwashing a livello internazionale. La nostra prima campagna ha avuto come target la IGLIO (International Gay and Lesbian Organization) che nel settembre 2011 decise di tenere la sua assemblea generale a Tel Aviv, con i fondi del governo israeliano e del Comune. Non siamo riusciti nell'interno di far cancellare subito l'evento, nonostante le lunghe discussioni avute con loro e nonostante avessero ben chiaro cosa significasse pinkwashing. Ma è stato comunque utile per darci la spinta a proseguire, mobilitando organizzazioni omosessuali in tutto il mondo, attirando su di noi l'attenzione di singoli omosessuali e promuovendo la nostra causa: in breve l'IGLIO ha ricevuto oltre 500 lettere, sia di singoli individui che di associazioni gay e lesbiche che annunciavano che non avrebbero partecipato all'assemblea generale se si fosse svolta a Tel Aviv. E abbiamo vinto: hanno trasferito tutto ad Amsterdam».
«Con il tempo siamo stati in grado di radicarci all'interno del più ampio movimento di resistenza popolare palestinese – continua H.F. - Partecipiamo alle attività organizzate dalla società civile, in particolare dal movimento BDS. Diciamo che stiamo concretizzando il nostro lavoro, che non è certo semplice in una società araba e conservatrice, spesso ancora troppo maschilista. La situazione non è facile, per questo ci muoviamo con cautela: bussiamo alle porte delle organizzazioni su cui sappiamo di poter contare per avviare con loro collaborazioni di più ampio respiro. Da altre non andiamo neppure».
«Allo stesso modo, non è scontato che molti uomini e donne ci contattino spontaneamente perché gay e lesbiche. Il nostro è un lavoro difficile, a livello politico e sociale. Per questo molti non rivelano la loro identità, ma ci contattano via telefono o via mail. Ma resta il concetto di base: noi riteniamo che la battaglia per i diritti delle donne e per quelli degli omosessuali sia strettamente connessa alla lotta contro l'occupazione. Tutti, non importa il genere o le preferenze sessuali, devono lavorare all'interno della società palestinese per democratizzarla e all'esterno, per porre fine all'occupazione militare israeliana».
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