O Dia Internacional do Orgulho Gay, celebrado nesta sexta-feira (28), está sendo comemorado de uma forma especial por um casal de Piraju (SP). Alexandre Pontilha, estudante de 17 anos, e Giovanni Tiozzo, promotor de eventos de 22, vão realizar a primeira união homoafetiva da cidade. A celebração foi no cartório de notas e protestos da cidade, às 16h.
Em entrevista ao G1 Itapetininga e Região, Giovanni conta que a data comemorativa não é necessária para afirmar o orgulho de se casar com o noivo dele. “Para falar a verdade, eu nem sabia que hoje (sexta) era o Dia Internacional do Orgulho Gay. Mas é uma coincidência muito interessante, estou muito feliz por me casar no cartório com o Alexandre hoje”, afirma.
A data para a celebração no cartório é uma data comemorativa. Contudo, a data escolhida para a festa de casamento não fica atrás: a festa será realizada no dia 26 de fevereiro de 2014, dia do aniversário de 18 anos de Alexandre Pontilha.
Inicialmente, a data estava marcada para este sábado (29), porém algumas mudanças aconteceram e a data festa precisou ser alterada. “Nosso plano era se casar agora em junho, mês dos namorados, mas como ele veio morar comigo e nós tivemos alguns gastos fora do esperado, tivemos que mudar a data”, explica Tiozzo.
Ainda sobre o casamento, o noivo cita que estão preparando uma grande festa. A celebração será promovida em um salão de um hotel da cidade. “Por enquanto não temos uma quantidade certa de convidados, mas vamos ter uma boa média de amigos e familiares”, diz.
Já depois da festa, o casal segue rumo à Argentina, onde vão permanecer em lua de mel. “Um dia após o casamento nós vamos para Buenos Aires. Vamos ficar por volta de 15 dias passeando na cidade e depois voltamos para Piraju”, conta Tiozzo.
Questionados sobre planos futuros, o casal afirma que pretende formar uma família completa. Segundo Giovanni Tiozzo, um casal de filhos é o sonho que ambos pretendem realizar. “Queremos adotar um menino e uma menina. Queremos formar uma família, e ter crianças. Mas isso só daqui a dois ou três anos”, afirma.
Dificuldades e primeiro encontro
Alexandre Pontilha e Giovanni Tiozzo estão juntos há sete meses. Eles revela que enfrentaram grandes dificuldades para ficar juntos, sendo a aceitação da família do adolescente Pontilha uma das principais. Por ser menor de idade, ele precisou da autorização dos pais para se casar legalmente com o promotor de evento. “É difícil lutar contra. Mas agora eles aceitam e sabem que estamos felizes”, cita Tiozzo.
Alexandre Pontilha e Giovanni Tiozzo estão juntos há sete meses. Eles revela que enfrentaram grandes dificuldades para ficar juntos, sendo a aceitação da família do adolescente Pontilha uma das principais. Por ser menor de idade, ele precisou da autorização dos pais para se casar legalmente com o promotor de evento. “É difícil lutar contra. Mas agora eles aceitam e sabem que estamos felizes”, cita Tiozzo.
O casal ainda conta que se conheceu em uma praça da cidade, e que desde então não se separaram mais. Quando questionados sobre o pedido de casamento, Tiozzo revela que foi ele quem tomou a iniciativa. “Eu levei o Alexandre para o lugar onde nos conhecemos e disse que queria passar minha vida do lado dele. Ainda bem que ele aceitou”, brinca o jovem.
No dia em que os dois se preparam para oficializar a união, eles afirmam que o casamento é a concretização de um sonho. “Acima de tudo é preciso ter coragem para assumir nossa condição de homossexual. Estamos muito felizes e o casamento oficial é um sonho realizado”, conclui Tiozzo.
Casamento gay na região
Na região de Itapetininga (SP), este é o segundo caso de união homoafetiva que ficou conhecida. Em dezembro de 2012, um casal gay de Capão Bonito (SP) também casou oficialmente no cartório de notas do município. Em maio de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu a união estável entre homossexuais como unidade familiar.
Na região de Itapetininga (SP), este é o segundo caso de união homoafetiva que ficou conhecida. Em dezembro de 2012, um casal gay de Capão Bonito (SP) também casou oficialmente no cartório de notas do município. Em maio de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu a união estável entre homossexuais como unidade familiar.